Segundo Nye a paz é prioridade, mesmo que injusta. Se os EUA se preocupassem demais com a disseminação da democracia e dos direitos humanos “isso poderia produzir uma desordem que na realidade faria mais mal do que bem a longo prazo.” Você concorda? Por quê?
"Si vis pacem, para bellum", diria Publius Renatu, com seu provérbio latino que vive por si só. Em alguns momentos, é necessário a intervenção de algum estado maior em outro menor para que seja respeitada a "dignidade do ser humano" e os princípios universais da declaração dos diretos humanos. Muitas vezes, essa intervenção ocorre de forma pacífica - sendo muito bem representada pela ONU em missões de ajuda humanitária - porém em outras se dá de forma belicosa pois é necessária. A questão não é se essa intervenção é necessária ou não mas sim até que ponto ela deve ir.
Os países europeus são responsáveis indiretamente pela maior parte dos genocídios ocorridos em países africanos e também a atual situação de instabilidade política do oriente médio, ao rasgar fronteiras tribais na era neo-colonial, criar novas e sair desses países sem deixar qualquer governo minimamente independente e legítimo. Tendo em vista que o monopólio do uso legítimo da violência é de propriedade do estado, o caos, a anarquia, criada pelo vácuo nesses países coloniais foi suficiente para grupos armados reivindicarem esse poder e cometer atrocidades contra minorias, contra a humanidade. A ausência de um governo leva, necessariamente, a violência e um governo se faz, primariamente, com um exército.
Tendo em vista a necessidade da ponta do gládio para frear atrocidades e a necessidade de um governo sólido e legítimo em países pobres, quem se não o país que gasta sozinho 40,5% do orçamento mundial em defesa com sua própria para fazê-lo? Com um orçamento de U$ 970 bilhões, 10,5 vezes o do segundo lugar, a China, os Estados Unidos se torna o melhor candidato a "defensor da humanidade". É um posto natural que deve ser exercido por ele.
Há dois pontos restantes a serem abordados: legitimidade e intensidade. A legitimidade de um ataque desse porte se daria apenas quando fossem feitas graves violações a humanidade e qualquer sanção imposta não fosse eficaz. Um caso em que apenas ataques simples foram suficientes foi quando os bombardeiros americanos atacaram a Sérvia durante a guerra do Kosovo, parando assim as limpezas étnicas que aconteciam na região. No que tange a intensidade, deve ser proporcional ao vácuo governamental. Se o governo de um país inteiro é nefasto contra seus cidadãos, deve-se depor o governo e criar-se um novo legítimo e democrático, durando a ocupação o tempo que for necessário. Caso contrário, caso exista outro vácuo governamental, exemplos como o da ISIS continuarão a se repetir.
No caso de intervenções e invasões internacionais, você veria algumas (mais) justificadas e outras não? Justifique (apenas alguns casos: Afeganistão pelos EUA; Chechenia pela Rússia; Criméia pela Rússia; Panamá pelos EUA; Líbia por Inglaterra e França; Tibet pela China)
Algumas guerras são mais legítimas que outras, a questão porém, é dizer o que torna uma guerra legítima. É muito difícil conseguir achar algo abrangente o suficiente para ser aplicado a todos os casos. A invasão do Afeganistão foi legítima, afinal, o partido político dominante desse país fez um ataque contra os EUA. Já no caso do Tibet, qual foi o motivo se não as reservas mineiras do país?
NYE-JUSTIÇA-E-RELAÇÕES-INTERNACIONAIS
quarta-feira, 10 de junho de 2015
Segundo Nye a paz é prioridade, mesmo que injusta. Se os EUA se preocupassem demais com a disseminação da democracia e dos direitos humanos
“isso poderia produzir uma desordem que na realidade faria mais mal do que bem a longo prazo.” Você concorda? Por quê?
Sim, pois para espalhar os ideais democráticos em países com governos ditatoriais e com constituições baseadas na religião, como em países islâmicos. O meio
seria através de força o que pode causar um efeito inverso promevendo uma guerra dentro do país. O que pode ser visto na atuação dos Estados Unidos em países do Oriente Médio.
No caso de intervenções e invasões internacionais, você veria algumas (mais) justificadas e outras não?
Justifique (apenas alguns casos: Afeganistão pelos EUA; Chechenia pela Rússia; Criméia pela Rússia; Panamá pelos EUA; Líbia por Inglaterra e França; Tibet pela China)
Sim, invasões internacionais motivadas por ataques anteriores como no caso do terrorismo ou de alguma ameaça eminente ao país são justificadas por motivos de segurança e
proteção do próprio país.Contudo as invasões por motivos puramente econômicos como acontece pelos Estados Unidos em países arábicos por conta do petróleo a motivação é
bem menos nobre.
“isso poderia produzir uma desordem que na realidade faria mais mal do que bem a longo prazo.” Você concorda? Por quê?
Sim, pois para espalhar os ideais democráticos em países com governos ditatoriais e com constituições baseadas na religião, como em países islâmicos. O meio
seria através de força o que pode causar um efeito inverso promevendo uma guerra dentro do país. O que pode ser visto na atuação dos Estados Unidos em países do Oriente Médio.
No caso de intervenções e invasões internacionais, você veria algumas (mais) justificadas e outras não?
Justifique (apenas alguns casos: Afeganistão pelos EUA; Chechenia pela Rússia; Criméia pela Rússia; Panamá pelos EUA; Líbia por Inglaterra e França; Tibet pela China)
Sim, invasões internacionais motivadas por ataques anteriores como no caso do terrorismo ou de alguma ameaça eminente ao país são justificadas por motivos de segurança e
proteção do próprio país.Contudo as invasões por motivos puramente econômicos como acontece pelos Estados Unidos em países arábicos por conta do petróleo a motivação é
bem menos nobre.
Contribuição
Segundo Nye a paz é prioridade, mesmo que injusta. Se os EUA se preocupassem demais com a disseminação da democracia e dos direitos humanos “isso poderia produzir uma desordem que na realidade faria mais mal do que bem a longo prazo.” Você concorda? Por quê?
Concordo. Essa afirmação é corroborada pelo desastroso histórico de ação dos EUA no Oriente Médio desde o final do século XX. Embora, além da disseminação da democracia e dos direitos humanos, interesses políticos e econômicos também integrassem a motivação para a ação estado-unidense, não se pode negar que aquele foi fator determinante para a efetivação dessa. Essas intervenções falharam ao negligenciar tensões étnicas e culturais, assim como a inexistência de uma tradição democrática nesses países. Apoiaram-se grupos, por meio de treinamento e fornecimento de material bélico, que posteriormente vieram a comprometer a própria estabilidade que se pretendia instalar.
As fronteiras nacionais simplesmente defendem uma desigualdade que deveria ser enfrentada com vigor pelos países mais ricos, incluindo os BRICS (o Brasil), destinando verbas para programas de ajuda ao desenvolvimento. Você seria favorável ou contra? Sob quais condições, para que fins e por quais razões?
A favor, desde que seja priorizado o desenvolvimento interno. Há de se considerar que o investimento em outros países que carecem de infraestrutura e recursos não só beneficiará seus cidadãos, mas o planeta como um todo, gerando retornos para a fonte do investimento. A China é um exemplo claro disso, ao reduzir sua dependência de poucos atores, como a Austrália, ao expandir sua zona de influência por meio de investimentos na continente africano, conquistando poder de barganha e fortalecendo sua economia. Entretanto, tais investimentos devem ser conduzidos de forma cuidadosa, pesando seus benefícios para o planeta e para o país de origem.
Concordo. Essa afirmação é corroborada pelo desastroso histórico de ação dos EUA no Oriente Médio desde o final do século XX. Embora, além da disseminação da democracia e dos direitos humanos, interesses políticos e econômicos também integrassem a motivação para a ação estado-unidense, não se pode negar que aquele foi fator determinante para a efetivação dessa. Essas intervenções falharam ao negligenciar tensões étnicas e culturais, assim como a inexistência de uma tradição democrática nesses países. Apoiaram-se grupos, por meio de treinamento e fornecimento de material bélico, que posteriormente vieram a comprometer a própria estabilidade que se pretendia instalar.
As fronteiras nacionais simplesmente defendem uma desigualdade que deveria ser enfrentada com vigor pelos países mais ricos, incluindo os BRICS (o Brasil), destinando verbas para programas de ajuda ao desenvolvimento. Você seria favorável ou contra? Sob quais condições, para que fins e por quais razões?
A favor, desde que seja priorizado o desenvolvimento interno. Há de se considerar que o investimento em outros países que carecem de infraestrutura e recursos não só beneficiará seus cidadãos, mas o planeta como um todo, gerando retornos para a fonte do investimento. A China é um exemplo claro disso, ao reduzir sua dependência de poucos atores, como a Austrália, ao expandir sua zona de influência por meio de investimentos na continente africano, conquistando poder de barganha e fortalecendo sua economia. Entretanto, tais investimentos devem ser conduzidos de forma cuidadosa, pesando seus benefícios para o planeta e para o país de origem.
Sim para ambas,
Para que seja respeitada a soberania nacional no sistema anárquico de estados não deve haver intervenção de países mais fortes para fazer prevalecer sua forma de governo pois, caso contrario, teríamos um poder soberano comum que governaria a todos.
Entretanto, em conflitos resultantes de uma aberta violação da declaração universal dos direitos humanos cabe a comunidade internacional decidir sobre a intervenção, diferente de cícero com uma "guerra justa", mas como um poder supranacional formado por um conjunto de países, próximo do idealizado por Kant.
Para que seja respeitada a soberania nacional no sistema anárquico de estados não deve haver intervenção de países mais fortes para fazer prevalecer sua forma de governo pois, caso contrario, teríamos um poder soberano comum que governaria a todos.
Entretanto, em conflitos resultantes de uma aberta violação da declaração universal dos direitos humanos cabe a comunidade internacional decidir sobre a intervenção, diferente de cícero com uma "guerra justa", mas como um poder supranacional formado por um conjunto de países, próximo do idealizado por Kant.
terça-feira, 9 de junho de 2015
1)
Não, dependendo do caso. Atualmente existem locais onde ocorrem genocídios, onde pessoas são privadas de suas liberdades, a comunidade internacional simplesmente se calar perante isso é inaceitável. Concordo que muitas vezes a força possa não ser a melhor forma de resolver o problema, olhando pelo lado de Nye, o uso da força só geraria mais mortes e menos paz nesses lugares. No entanto, vendo que outros meios, econômico ou persuasivos por exemplo, não tenham sucesso, a última e pior forma de acabar com uma barbaridade que esteja acontecendo em algum país, infelizmente, seria através da força.
2)
Sim, tudo envolvem desde interesse econômicos e militares, até causas humanitárias. É claro, que em alguns casos, não se tem ao certo qual realmente é o interesse do país que está atacando o outro, se realmente é por causas humanitárias políticas, como implementação da democracia ou para caçar grupos terroristas, ou se há um interesse econômico por trás, como provavelmente houve quando os Estados Unidos invadiu o oriente médio, provavelmente querendo aproveitar o petróleo, ou quando invadiram o kuwait, provavelmente interessados na rota marítima estratégica do local.
Não, dependendo do caso. Atualmente existem locais onde ocorrem genocídios, onde pessoas são privadas de suas liberdades, a comunidade internacional simplesmente se calar perante isso é inaceitável. Concordo que muitas vezes a força possa não ser a melhor forma de resolver o problema, olhando pelo lado de Nye, o uso da força só geraria mais mortes e menos paz nesses lugares. No entanto, vendo que outros meios, econômico ou persuasivos por exemplo, não tenham sucesso, a última e pior forma de acabar com uma barbaridade que esteja acontecendo em algum país, infelizmente, seria através da força.
2)
Sim, tudo envolvem desde interesse econômicos e militares, até causas humanitárias. É claro, que em alguns casos, não se tem ao certo qual realmente é o interesse do país que está atacando o outro, se realmente é por causas humanitárias políticas, como implementação da democracia ou para caçar grupos terroristas, ou se há um interesse econômico por trás, como provavelmente houve quando os Estados Unidos invadiu o oriente médio, provavelmente querendo aproveitar o petróleo, ou quando invadiram o kuwait, provavelmente interessados na rota marítima estratégica do local.
Segundo Nye a paz é prioridade, mesmo que injusta. Se os EUA se preocupassem demais com a disseminação da democracia e dos direitos humanos “isso poderia produzir uma desordem que na realidade faria mais mal do que bem a longo prazo.” Você concorda? Por quê?
Concordo. Dado que, para alguns locais, atualmente, para que se tenha a possibilidade de ter maior disseminação da democracia, será necessário o uso de força para poder mudar aquele local, principalmente no caso de uma invasão. Para que a situação se mantenha estabilizada é necessária uma grande quantidade de dinheiro, entretanto, sendo esse dinheiro utilizado apenas na estabilização, tem-se o problema de que, algum momento, o país resposável por tal estabilização não terá mais condições de mante-la, fazendo com que o país fique com menos dinheiro do que teria, sem ter realizado tantas mudanças, e, com isso, perdendo bastante poder econômico. Com a perda do poder do país que defende essa disseminação, é possível que aqueles que não concordam fiquem com um poder maior, gerando conflitos ainda maiores com aqueles que defendem a disseminação da democracia e dos direitos humanos.
No caso de intervenções e invasões internacionais, você veria algumas (mais) justificadas e outras não? Justifique (apenas alguns casos: Afeganistão pelos EUA; Chechenia pela Rússia; Criméia pela Rússia; Panamá pelos EUA; Líbia por Inglaterra e França; Tibet pela China)
Não, praticamente todas as invasões ocorridas são por motivos economicos ou militares.
Tais argumentos são raramente válidos, pois nenhum país deve ter direito sobre o outro, exceto em casos de acordos feitos pelos dois países de forma justa. A invasão Americana no Afeganistão, com o argumento de guerra ao terror, foi apenas uma maneira usada para assegurar controle da região, que serve como corredor de trasporte para petróleo e gás natural. A invasão da China ao Tibete teve como pretexto "liberar o país do imperialismo inglês", entretanto se deu basicamente por interesses estratégicos e territoriais.Percebe-se que pelo menos as invasões citadas são totalmente injustas, como praticamente todas as outras já ocorridas.
Concordo. Dado que, para alguns locais, atualmente, para que se tenha a possibilidade de ter maior disseminação da democracia, será necessário o uso de força para poder mudar aquele local, principalmente no caso de uma invasão. Para que a situação se mantenha estabilizada é necessária uma grande quantidade de dinheiro, entretanto, sendo esse dinheiro utilizado apenas na estabilização, tem-se o problema de que, algum momento, o país resposável por tal estabilização não terá mais condições de mante-la, fazendo com que o país fique com menos dinheiro do que teria, sem ter realizado tantas mudanças, e, com isso, perdendo bastante poder econômico. Com a perda do poder do país que defende essa disseminação, é possível que aqueles que não concordam fiquem com um poder maior, gerando conflitos ainda maiores com aqueles que defendem a disseminação da democracia e dos direitos humanos.
No caso de intervenções e invasões internacionais, você veria algumas (mais) justificadas e outras não? Justifique (apenas alguns casos: Afeganistão pelos EUA; Chechenia pela Rússia; Criméia pela Rússia; Panamá pelos EUA; Líbia por Inglaterra e França; Tibet pela China)
Não, praticamente todas as invasões ocorridas são por motivos economicos ou militares.
Tais argumentos são raramente válidos, pois nenhum país deve ter direito sobre o outro, exceto em casos de acordos feitos pelos dois países de forma justa. A invasão Americana no Afeganistão, com o argumento de guerra ao terror, foi apenas uma maneira usada para assegurar controle da região, que serve como corredor de trasporte para petróleo e gás natural. A invasão da China ao Tibete teve como pretexto "liberar o país do imperialismo inglês", entretanto se deu basicamente por interesses estratégicos e territoriais.Percebe-se que pelo menos as invasões citadas são totalmente injustas, como praticamente todas as outras já ocorridas.
terça-feira, 2 de junho de 2015
Caros alunos, a partir do texto de Nye se posicionem com relação às seguintes questões (escolha duas):
Segundo Nye a paz é
prioridade, mesmo que injusta. Se os EUA se preocupassem demais com a
disseminação da democracia e dos direitos humanos “isso poderia produzir uma
desordem que na realidade faria mais mal do que bem a longo prazo.” Você
concorda? Por quê?
No caso de
intervenções e invasões internacionais, você veria algumas (mais) justificadas
e outras não? Justifique (apenas alguns casos: Afeganistão pelos EUA; Chechenia
pela Rússia; Criméia pela Rússia; Panamá pelos EUA; Líbia por Inglaterra e
França; Tibet pela China)
As fronteiras nacionais
simplesmente defendem uma desigualdade que deveria ser enfrentada com vigor
pelos países mais ricos, incluindo os BRICS (o Brasil), destinando verbas para
programas de ajuda ao desenvolvimento. Você seria favorável ou contra? Sob
quais condições, para que fins e por quais razões?
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