Segundo Nye a paz é prioridade, mesmo que injusta. Se os EUA se preocupassem demais com a disseminação da democracia e dos direitos humanos “isso poderia produzir uma desordem que na realidade faria mais mal do que bem a longo prazo.” Você concorda? Por quê?
Concordo. Essa afirmação é corroborada pelo desastroso histórico de ação dos EUA no Oriente Médio desde o final do século XX. Embora, além da disseminação da democracia e dos direitos humanos, interesses políticos e econômicos também integrassem a motivação para a ação estado-unidense, não se pode negar que aquele foi fator determinante para a efetivação dessa. Essas intervenções falharam ao negligenciar tensões étnicas e culturais, assim como a inexistência de uma tradição democrática nesses países. Apoiaram-se grupos, por meio de treinamento e fornecimento de material bélico, que posteriormente vieram a comprometer a própria estabilidade que se pretendia instalar.
As fronteiras nacionais simplesmente defendem uma desigualdade que deveria ser enfrentada com vigor pelos países mais ricos, incluindo os BRICS (o Brasil), destinando verbas para programas de ajuda ao desenvolvimento. Você seria favorável ou contra? Sob quais condições, para que fins e por quais razões?
A favor, desde que seja priorizado o desenvolvimento interno. Há de se considerar que o investimento em outros países que carecem de infraestrutura e recursos não só beneficiará seus cidadãos, mas o planeta como um todo, gerando retornos para a fonte do investimento. A China é um exemplo claro disso, ao reduzir sua dependência de poucos atores, como a Austrália, ao expandir sua zona de influência por meio de investimentos na continente africano, conquistando poder de barganha e fortalecendo sua economia. Entretanto, tais investimentos devem ser conduzidos de forma cuidadosa, pesando seus benefícios para o planeta e para o país de origem.
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